Leis do Jogo · FutsalPT

Protocolo do Suporte de Vídeo

Resumo do Protocolo do Suporte de Vídeo (SV) das Leis de Jogo de Futsal 26-27, para rever rapidamente antes de te testares.

Quando se recorre ao SV

Quando o treinador principal (ou, na sua ausência, outro elemento oficial referenciado na ficha de jogo) desafia uma decisão sobre: golo sim ou não; pontapé de penálti sim ou não; cartão vermelho direto (não dupla advertência); erro de identificação. Os árbitros também podem usar o SV, por sua ponderação, quando discordam entre si sobre um destes incidentes.

Outras situações, por ponderação dos árbitros

Cronómetro a funcionar de forma incorreta; cronómetro incorretamente (re)iniciado ou parado pelo cronometrista, segundo as Leis 6 e 7; verificar se um golo foi obtido; verificar se a bola entrou na baliza antes do sinal acústico de final do período, mesmo com extensão do período para um penálti ou pontapé-livre direto sem barreira.

Desafios disponíveis

Não há limite de desafios bem-sucedidos. Cada equipa tem direito a um desafio malsucedido por período do jogo, e os não utilizados não se transferem para o período seguinte. No prolongamento cada equipa tem um desafio malsucedido adicional, e o mesmo nos penáltis (decisão por penáltis). Depois de concedida uma pausa-técnica, não se aceita revisão de incidentes anteriores ao pedido.

Erro claro e óbvio

Um desafio bem-sucedido altera a decisão inicial, um malsucedido confirma-a. A decisão inicial só é alterada se as imagens mostrarem um «erro claro e óbvio» ou um «incidente grave não observado».

O que pode ser revisto

Golo: infração da equipa atacante na construção da jogada ou na obtenção do golo, bola fora de jogo antes do golo, situações de golo/não golo. Penálti: por assinalar, incorretamente assinalado, infração da equipa atacante na construção da jogada, local da infração (dentro ou fora da área de penálti), bola fora de jogo antes do incidente. Cartão vermelho direto: clara oportunidade de golo, infração grosseira, conduta violenta (morder ou cuspir), atos ofensivos, insultuosos ou grosseiros. Erro de identificação.

Erro de identificação

Se o árbitro pune uma infração e mostra o cartão a um jogador diferente do infrator, a identificação pode ser revista. A infração em si só pode ser revista se estiver relacionada com golo, incidente de penálti ou cartão vermelho direto.

Equipamento e pessoal

As câmaras devem cobrir toda a superfície de jogo, o cronómetro principal, as balizas e ambas as áreas de penálti. O operador de repetição (OR) tem controlo autónomo das imagens e deve ter formação e certificação. A área de revisão do árbitro (ARA) fica junto à superfície de jogo e tem dois monitores: um para o OR e outro virado para a superfície de jogo.

Se a tecnologia falhar

Sem equipamento de reposição aprovado, o SV não pode ser usado e as duas equipas são logo informadas. Se um OR não puder iniciar ou continuar, só pode ser substituído por alguém qualificado. Não havendo substituto certificado, o jogo decorre sem SV e as equipas são informadas.

Como se faz o desafio

Decisão inicial: os árbitros decidem como se não houvesse SV (exceto incidentes graves não observados). Para desafiar, o treinador roda de imediato o dedo no ar e informa o terceiro ou o quarto-árbitro, que avisam os árbitros pelo sistema de comunicação e erguendo uma «placa». Se o jogo já está interrompido, o recomeço é retardado. Se não está, os árbitros interrompem-no quando a bola estiver em espaço ou situação neutra, isto é, quando nenhuma equipa tem uma clara situação atacante. Anunciam a revisão com o «sinal de TV» (os contornos de um ecrã).

A revisão

Os árbitros vão à ARA, ambos veem as imagens, mas é o árbitro que decide. Os restantes elementos controlam a superfície de jogo e as áreas-técnicas. Quem entrar na ARA ou tentar influenciar a revisão é advertido. A câmara lenta só se usa para factos (local da infração, posição de um jogador, ponto de contacto). Em golo, penálti e clara oportunidade de golo pode rever-se todo o processo ofensivo de jogo, e nos outros cartões vermelhos, cronometragem e identificação só o incidente. A exatidão importa mais do que a rapidez, por isso não há tempo-limite.

Decisão final e recomeço

O árbitro é o único responsável pela decisão final: faz o sinal de TV e comunica-a junto da mesa do cronometrista, e depois toma ou anula a ação disciplinar e manda recomeçar. Se a decisão inicial for mantida, o jogo recomeça segundo ela (se já estava interrompido) ou com lançamento de bola ao solo (se foi interrompido para a revisão). Se for revogada, ou houver incidente grave não observado, o árbitro informa o cronometrista do tempo correto para ajustar o cronómetro. Se o jogo prosseguiu antes da revisão, a ação disciplinar tomada depois do incidente não é cancelada, exceto advertência por interromper ou interferir com um ataque prometedor ou expulsão por anular uma clara oportunidade de golo.

Validade do jogo

Por princípio, um jogo não se invalida por: funcionamento indevido da tecnologia; decisões incorretas, mesmo envolvendo o SV; decisão de não rever um incidente; revisão de uma situação não protocolada.

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